Uma área que deveria ser de preservação ambiental localizada na
rua 134, no loteamento popular VII (Núcleo 7) em Frederico
Westphalen, se transformou em depósito de lixo. Moradores
afirmam depositarem lixo no local pois não há coleta frequente
naquele bairro.
Na área de vegetação, nossa reportagem constatou que há todo tipo de lixo: desde restos de construções a lixo doméstico e carcaças eletrônicas e de móveis.
No local verificou-se
também que a tubulação do esgoto que passa pelas residências
está a céu aberto. A falta de coleta de lixo e de tratamento de
esgoto, cria um ambiente insalubre que propicia o desenvolvimento de
doenças fatais.
Sabemos que a falta de
saneamento básico pode ser considerada uma ferida social aberta, e que
expõe aqui a fragilidade de centenas de pessoas que vivem em situação
parecida.
E engana-se quem pensa
que os impactos da concentração de lixo nos esgotos a céu aberto e
nos rios afeta apenas a saúde daqueles que moram nas comunidades
carentes. Grande parte dessas substâncias tóxicas que estão
concentradas nos esgotos a céu aberto são voláteis e evaporam
levando o “problema” para uma área muito maior.
Infelizmente, nossos
governantes ainda têm uma visão míope sobre a questão do
saneamento básico: se preocupam e elaboram tantas obras enormes para
esportes, eventos como feiras e esquecem de investir em uma área que
é fundamental, que representa um investimento, que no futuro irá
refletir em uma economia enorme que é a de não ter que cuidar de
uma criança com deficiência mental, intelectual, imunológica ou de
saúde decorrente da exposição a substâncias químicas que
permeiam o nosso país.
A sociedade civil
precisa estar alerta que o problema toxicológico causado pela falta
de coleta e tratamento de esgoto e que não está restrita apenas às
comunidades carentes. Basta um vento mais forte ou uma chuva para
carregar as substâncias tóxicas para muito mais longe, contaminando
e condenando, em porções homeopáticas, toda a sociedade. Tais
substâncias, despejadas diariamente em nossos rios pelos esgotos,
são um verdadeiro inimigo invisível. A sociedade deve se unir e
cobrar dos governantes um olhar mais atento e investimentos
prioritários na coleta e tratamento de esgoto que devem ser feitos
para garantir qualidade de vida à população e, principalmente, às
futuras gerações.
Nosso apelo para que as
autoridades competentes, vereadores, poder público se atentem para
este grande problema que afeta diretamente as comunidades mais
carentes, mas indiretamente a todos nós.
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