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sábado, 12 de abril de 2014

Área ambiental vira depósito de lixo em FW



Uma área que deveria ser de preservação ambiental localizada na rua 134, no loteamento popular VII (Núcleo 7) em Frederico Westphalen, se transformou em depósito de lixo. Moradores afirmam depositarem lixo no local pois não há coleta frequente naquele bairro. 

Na área de vegetação, nossa reportagem constatou que há todo tipo de lixo: desde restos de construções a lixo doméstico e carcaças eletrônicas e de móveis.

No local verificou-se também que a tubulação do esgoto que passa pelas residências está a céu aberto. A falta de coleta de lixo e de tratamento de esgoto, cria um ambiente insalubre que propicia o desenvolvimento de doenças fatais.

Sabemos que a falta de saneamento básico pode ser considerada uma ferida social aberta, e que expõe aqui a fragilidade de centenas de pessoas que vivem em situação parecida.



E engana-se quem pensa que os impactos da concentração de lixo nos esgotos a céu aberto e nos rios afeta apenas a saúde daqueles que moram nas comunidades carentes. Grande parte dessas substâncias tóxicas que estão concentradas nos esgotos a céu aberto são voláteis e evaporam levando o “problema” para uma área muito maior.

Infelizmente, nossos governantes ainda têm uma visão míope sobre a questão do saneamento básico: se preocupam e elaboram tantas obras enormes para esportes, eventos como feiras e esquecem de investir em uma área que é fundamental, que representa um investimento, que no futuro irá refletir em uma economia enorme que é a de não ter que cuidar de uma criança com deficiência mental, intelectual, imunológica ou de saúde decorrente da exposição a substâncias químicas que permeiam o nosso país.



A sociedade civil precisa estar alerta que o problema toxicológico causado pela falta de coleta e tratamento de esgoto e que não está restrita apenas às comunidades carentes. Basta um vento mais forte ou uma chuva para carregar as substâncias tóxicas para muito mais longe, contaminando e condenando, em porções homeopáticas, toda a sociedade. Tais substâncias, despejadas diariamente em nossos rios pelos esgotos, são um verdadeiro inimigo invisível. A sociedade deve se unir e cobrar dos governantes um olhar mais atento e investimentos prioritários na coleta e tratamento de esgoto que devem ser feitos para garantir qualidade de vida à população e, principalmente, às futuras gerações.





Nosso apelo para que as autoridades competentes, vereadores, poder público se atentem para este grande problema que afeta diretamente as comunidades mais carentes, mas indiretamente a todos nós.

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